Projeto Boi Novo de Cobre Ouro

 

Projeto Boi Novo de Cobre-Ouro: Uma Oportunidade de Exploração em Escala Regional

O Projeto Boi Novo de Cobre-Ouro representa uma oportunidade de exploração de cobre-ouro de escala regional na Província Mineral de Carajás (PMC), no Brasil, um dos cinturões minerais mais produtivo e prospectivo do mundo. A PMC abriga depósitos de ferro, cobre, ouro e níquel de relevância global e é uma das fronteiras mais ativas do mundo para descobertas do tipo Óxido de Ferro-Cobre-Ouro (IOCG).

O Projeto Boi Novo abrange aproximadamente 75 km² e inclui os direitos minerários de cobre-ouro do Rio Novo, que foram adquiridos por meio de um acordo de aquisição progressiva de participação (earn-in) em outubro de 2025.

A área combinada do projeto oferece excelente continuidade geológica, acesso à infraestrutura e grande potencial exploratório posicionando a Centaurus para avançar em múltiplos alvos de cobre-ouro de alto teor, além de oportunidades com potencial significativo para descobertas de minério de ferro.

Localização e Infraestrutura

O Projeto Boi Novo está localizado a apenas 25 km de Parauapebas, principal centro regional e hub logístico da Ferrovia do Sistema Norte da Vale, que transporta minério de ferro e concentrado de cobre de Carajás até o porto de São Luís.

O projeto conta com vantagens excepcionais de infraestrutura, estando a menos de 20 km da planta de flotação de cobre Antas Norte da CoreEx e a apenas 35 km da instalação de carregamento de concentrado de cobre-ouro da Vale, que atende as minas de Salobo e Sossego. O projeto fica adjacente a uma rodovia estadual e é cruzado por uma linha de transmissão de 230 kV. O terreno consiste majoritariamente em áreas de pastagem, o que facilita o acesso às atividades de exploração durante todo o ano.

Geologia

O Projeto Boi Novo de Cobre-Ouro cobre uma área de 75 km² altamente prospectiva no leste da Província Mineral de Carajás — região de extrema relevância para depósitos do tipo IOCG no planeta. Carajás abriga a maior concentração mundial conhecida de depósitos IOCG de grande tonelagem, quase todos localizados no Supergrupo Itacaiúnas.

O pacote de áreas do Boi Novo cobre mais de 20 km de extensão desta sequência vulcano-sedimentar altamente prospectiva. Diversos alvos foram definidos dentro do Grupo Grão Pará de idade Neoarqueana, composto por metavulcânicas e Formações Ferríferas Bandadas (BIF), com anomalias de cobre em solo superiores a 500 ppm coincidentes com anomalias magnéticas, em zonas descontínuas,  ao longo de uma extensão superior a 20 km.

Exploração Cobre-Ouro

Sondagens e levantamentos geofísicos confirmaram mineralização de alto teor com continuidade significativa, principalmente nas áreas de Nelore West e Nelore East, ambas mostram potencial para expansão por meio de futuras campanhas de sondagem extensionais.

Nelore West

O prospecto Nelore West está centrado em um corredor estrutural de 500 m de extensão, localizado imediatamente ao sul do contato entre a unidade de vulcânicas máficas e a BIF, onde ocorrem dois corpos de brecha, que são interpretados como parte de uma zona mineralizada contínua do tipo ‘pinch-and-swell’. As sondagens confirmaram forte mineralização de cobre em ambos os corpos.

A mineralização é composta por pirrotita ± calcopirita disseminadas a semi-maciças, com remobilização associada à intrusão de um sill granítico. As interseções significativas obtidas até o momento incluem 5,5 m com teor de 8,38% Cu a partir de 147 m (BON-DD-24-026) e 36,7 m com teor de 1,58% Cu a partir de 219,5 m (BON-DD-24-028). A zona mineralizada mergulha para leste-sudeste, apresentando oportunidades para expansão adicional entre os corpos de brecha e abaixo do sill granítico.

Nelore East

O alvo Nelore East, localizado aproximadamente 300m ao sul do contato de uma sequência de  Formações Ferríferas Bandadas (BIF) com Rochas Vulcânicas Máficas, foi descoberto a partir de levantamentos FLEM (Fixed-Loop Electromagnetic) que definiram duas placas condutivas coincidentes com uma anomalia de cobre no solo de 500 m de extensão.

As sondagens interceptaram mineralização de cobre-ouro dominada por calcopirita, típica de sistemas IOCG. Interseções significativas de sondagem até o momento incluem: 11,5 m @ 2,84% Cu e 0,90 g/t Au a partir de 91,9 m e 6,8 m @ 1,89% Cu e 1,08 g/t Au a partir de 107,6 m (BON-DD-25-040).

As rochas hospedeiras apresentam intensa alteração à anfibólio e biotita e a mineralização ocorre sob a forma de venulações, filões e zonas semi-maciças de calcopirita. A forte correlação de cobre-ouro e a consistência com sistemas IOCG típicos de Carajás reforçam a alta prospectividade da área.

Alvos Rio Novo

A exploração histórica em Rio Novo incluiu amostragens de solo, levantamentos de IP e sondagem diamantada. O detentor anterior do direito mineral realizou 1.465 m de sondagem diamantada, sendo que oito dos onze primeiros furos interceptaram mineralização de cobre e alteração semelhante à observada em Boi Novo. As análises químicas históricas incluem: 2,4 m @ 4,08% Cu e 0,25 g/t Au a partir de 86,8 m (RN-DD-008).

A área do direito mineral não foi alvo de levantamentos eletromagnéticos (EM) nem de amostragens sistemáticas de solo por toda sua área, ambos fundamentais na definição dos alvos de cobre-ouro em Boi Novo.

Exploração de Minério de Ferro

As sondagens em Boi Novo interceptaram amplas zonas de itabirito oxidado e fresco ao longo de mais de 6 km de extensão.

Foi estimado um Potencial Exploratório de Minério de Ferro para o Projeto Boi Novo de 520–780Mt com teor de 30–35% Fe, baseado em sondagens, mapeamento e geofísica em quatro alvos (Bufalo, Guzera, Nelore e Zebu).

Ensaios preliminares de beneficiamento em bancada, utilizando um processo simples de separação magnética de baixa intensidade (LIMS), confirmaram que é possível produzir um concentrado para pellet feed de Alto-Forno com teor superior a 68% de Fe a partir da mineralização de Formação Ferrífera Bandada (BIF), com recuperações em massa de até 39%.